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Tempo, tempo tempo, tempo...
Sabe quando é que vc sabe que está "velhinho", velhinho???
(...)
É quando você recebe de sua irmãzinha 02 fotos como essas:

(Fernanda, com 02 anos, segurando o Renan, com 02 meses)

(Renan, com 16 anos, abraçando Fernanda, com 19 anos)
Escrito por Screamer às 08h15
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beckett based # 1
(George está em cima de uma escada metálica de abrir – seu objeto constante e fiel – aparentando muito medo, verdadeiramente surtado. Paul entra, percebe e se mostra indignado com o outro. Paul grita.)
Paul – George!!!!!! (violento)
(George se assusta, quase caindo do 5o degrau da escada)
George – Paul!!!! (com medo)
Paul – George, já falamos a respeito de nosso plano de emergência!!!
George – Mas...
Paul – Nada de “mas”, Paul!!! Não devemos nos expor de maneira banal. Nossa fragilidade deve ser um segredo nosso.
George – Mas...
Paul – Tá, tá, tá!!!! (pausa. Retoma o controle.) Nossa imagem, George. Nossa imagem é o que conta.
(Paul vai ajudando George a descer, acalmando-o.)
Escrito por Screamer às 07h53
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beckett based # 2
George – Mas...
Paul – Nossa fragilidade é um segredo nosso, George. Só nosso, entendeu?
George – Sim, sim...
Paul – Ninguém pode descobrir isso, meu amigo. Ninguém!
George – Sim, sim...
Paul – Devemos nos proteger, George! Não vamos nos expor... É perigoso.
George – Sim, Paul, mas eu vi na televisão!!! O jornal!!
Paul – Televisão???!!! Jornal???!!! George!!! (irado)
George – Desculpe, Paul!!!
Paul – (imita George) Desculpe, Paul...
George – Desculpe, Paul! Eu ouvi um ruído. Eu liguei o aparelho. Eu vi. Eu ouvi. A praga, Paul, a praga! Precisamos nos mexer!!
Paul – O que, George??!! O que??!!
George – O Evo, Paul! O Cruise, Paul! O Anthony, Paul! A fome, Paul! A Gisele, Paul! O Chico, Paul! O Chavez, Paul! A Net, Paul! O trânsito, Paul! O Bush, Paul! A cultura, Paul! O Inácio, Paul! A européia, Paul! A chuva, Paul! (Emociona-se) Dramático, Paul! Dramático...
Paul – (acalmando George novamente) É por isso, George. Por isso devemos nos abster. Somos os últimos, amigo. Os últimos...
(George chora baixinho abraçado a Paul)
Escrito por Screamer às 07h52
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Eles e eu
Éramos muitos. Eu, Ale, Arthur, , Flávia, Rui, Ernesto, Andreza, Ruth, Luiz Marcelo, Luiz Felipe, Karina, Gabi, Renata, Eva, Sérgio, César e mais. Isso é a minha percepção, mas há várias outras que, certamente, vão considerar outras pessoas. Mas havia uma espécie de núcleo que mudava pouco. Engraçado. Hoje cada qual está com seu “cada qual”. Seria uma prova real de vida? Era tão bom. Será que não tinha força, sentido? Acho que sim. Mas bate uma tristeza quando penso “vou chamar todos”. Fica impossível não ficar triste. Espero que todos estejam bem. Os que eu ainda vejo e os que não. Independente de tudo, são pessoas fascinantes. Pessoas que não se encontra mais.
Escrito por Screamer às 08h52
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Meu esquema
Ela é meu treino de futebol Ela é meu domingão de sol Ela é meu esquema Ela é meu concerto de Rock'n'Roll Nação, minha torcida gritando gol Minha Ipanema Ela é meu curso de anatomia Ela é meu retiro espiritual Ela é meu desfile internacional Ela é meu bloco de carnaval Minha evolução... Galega, tento descrever O que é estar com você Princesa, todos vão saber Que eu estou muito bem com você Ela é minha ilha da fantasia A mais avançada das terapias Meu playcenter Ela é minha pista alucinada A mais concorrida das baladas Meu inferninho Ela é meu esporte radical Poderosa, viciante, mas não faz mal Meu docinho Ela é um gol Minha chapação Galega, nem da pra dizer O que é estar com você Princesa, todo mundo vê Que eu sou mais...
(Mundo Livre S/A)
Escrito por Screamer às 08h35
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INEXORÁVEL É O FATO DE CAMINHARMOS PARA O FIM SEM MUDARMOS NADA! E A VIDA SEGUE SEM SENTIDO! A VIDA SEGUE, CADA VEZ MAIS, "MORTE".
(figura - reprodução de quadro de Paulo Rufino)
Escrito por Screamer às 12h06
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A conversa mais reservada do mundo...
Hoje, diante da lanchonete que existe aqui próximo ao escritório onde trabalho, vi a conversa mais reservada de que já tive notícia. Estavam lá, segredando sem, no entanto, parecerem estar segredando, um casal de orientais que pareciam estáticos, mas que conversavam intensamente. Não emitiam som aparente e pareciam peritos em leitura labial. Causava estranheza, pois o balcão da lanchonete estava repleto. Porém lá estavam eles, falando sobre algo importante (certamente), sem que ninguém, absolutamente ninguém percebesse, e mais, sem que ninguém que percebesse ouvisse absolutamente nada.
Uma curiosidade me tomou. Já terminava meu capuccino. Meu copo de plástico deveria ser depositado no coletor de resíduos plásticos da coleta seletiva. Caminhei até o coletor que estava exatamente ao lado do casal. Vagarosamente me aproximei e, espanto(!), não consegui ouvir nada além de um sussurro da mulher. A conversa, apesar disso, seguia seu curso sem que nada (nem um curioso indesejável) interferisse. Fui embora. Abismado.
Escrito por Screamer às 11h39
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