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Escrito por Screamer às 10h38
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(PARÊNTESES)
Sequei por dentro.
E espero a chuva me aguar todos os dias.
Espero a "chuva de esperança nas pessoas".
Porque quanto mais o tempo passa,
Mais árido fico,
Menos esperança tenho,
Mais meu amor padece.
Me dedico à chuva.
Muitas vezes me dedico.
Dôo-me a essa esperança.
Acredito.
Mas sempre vem uma pessoa-estiagem e me seca novamente.
E aconteceu de novo:
Quando caía uma garôa, veio a seca.
A seca travestida de egoísmo, de inveja, de maldade.
E sigo sêco, então.
Sem água, nem rima.
Sem sombra de dúvida, triste.
Escrito por Screamer às 09h23
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Intolerância
Eis uma cena do espetáculo "Intolerância", da Cia do Escândalo, que traz no elenco o Cleiton Pereira, o Luiz Soares, a Cristiane Silva e o Meyson.
(Cena Julgamento – Barulho forte. Luz muda bruscamente. Acende foco no cara e 01 “contra” num personagem que fuma um charuto. E não mostra o rosto.)
Juiz – Então você não queria fazer isso, não é?
Cara – Não, eu não queria!
Juiz - Você é inocente, não é?
(silêncio)
Cara – Eu me defendi...
Juiz – Sim, você se defendeu... (pausa)
Cara – Me defendi...
Juiz – (Vocifera) Você se defendeu!!! Sim, você se defendeu!! Você comprou uma arma calibre 38 no mercado negro, de um bandido qualquer, porque você sabia que em um determinado momento alguém ia atentar contra a sua “individualidadezinha” medíocre e você, então poderia meter 05 balas no pobre que fizesse isso! Você se defendeu porque você acha sinceramente que a sua vidinha ordinária está acima de qualquer coisa que haja nesse mundo e por isso você acha que precisa se defender a todo custo, não é? Você se defendeu porque, como já disse pra si mesmo, você paga imposto, é sócio do Lions Clube do Brasil, tem conta “Personalitè”, mente pro imposto de renda, faz escova progressiva, ganha mais de 2 mil reais por mês, ajuda uma instituição de caridade a cada dois meses, tem ejaculação precoce, aproveita liqüidação da C&A, tem ações da Petrobras, Plano de Previdência Privada, sonha com a Camila Pitanga e se masturba pensando no Paulo Zulu. Você atirou porque vota no partido de centro-esquerda, dirige alcoolizado quando vai pra balada, dá lição de moral nos amigos, fica feliz quando o trânsito está livre, morre de vergonha de sua mãe, tem conta no Orkut e no MSN, móveis da Tok Stok, casa em Ubatuba, tem um amigo na polícia civil e outro que é advogado criminal. Você matou porque acha que é melhor do que quem morreu, porque contribui muito mais para o crescimento do país, porque acha que na periferia só tem bandido e que bandido tem mesmo é que morreeeeeeerrrrrr!!!!!!
(Silêncio)
(“cara” está desesperado. Faz que sim com a cabeça)
É... É justo...
Escrito por Screamer às 16h18
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Da série "Algumas'Músicas me Inspiram Muito Mais do que Deveriam"
E de repente o telefone toca e é você Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona me perdoa a vida é doce me perdoa a vida é doce
(Trecho de “A Vida é Doce” do Lobão)
Escrito por Screamer às 18h47
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“Se os objetos foram feitos pra serem usados e as pessoas foram feitas para serem amadas, por que amamos os objetos e usamos as pessoas”
James Sallis
Escrito por Screamer às 12h06
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10 coisas que atrapalham a produtividade
(Estudos para Intolerância)

1- Perder tempo falando “obrigado”
2- Elogiar pessoas pelo bom trabalho realizado
3- Tentar melhorar o relacionamento com os colegas de trabalho
4- Magoar-se com críticas
5- Comer devagar
6- Ficar doente
7- Sorrir para a outra pessoa
8- Procurar alegrar o clima entre as pessoas
9- Ser gentil em demasia
10- Lembrar de pessoas queridas durante o período de trabalho
Escrito por Screamer às 11h34
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O Monstro da Minha Barriga
Texto escrito para o espetáculo teatral “INTOLERÂNCIA”
A gente vai dia-a-dia criando um monstro aqui na barriga que vai engolindo nossa energia e vai crescendo cada vez mais. Esse monstro, aqui da minha barriga, hoje à tarde, saltou pra fora e engoliu a alma de um motoboy. Eu vi ele sair, imenso, de meu estômago, apanhar o revólver, descarregar o tambor no corpo do rapaz e depois engolir a alma.
Eu o venho alimentando há tempos, mas não sabia por que.
A cada frustração, a cada decepção, a cada impossibilidade eu o sentia maior: o monstro aqui da minha barriga.
Acho que ele voltou pra cá de novo, temporariamente manso. Acalmado pelo ocorrido hoje à tarde.
(...)
Outro dia ele quis entrar no fio do telefone e pegar a moça do telemarketing que me atendia. E também quis saltar no ônibus cujo motorista me deu uma fechada semana passada. E quis arrancar a cabeça do meu chefe na época da minha avaliação de desempenho esse ano.
(...)
Esse monstro dói às vezes. Outras eu nem o sinto. Só sei que ele vai crescendo aqui dentro (apontando para a barriga). Eu achei que eu o poderia digeri-lo. Sabe como é, ele está na minha barriga... Mas eu o descobri um tanto indigesto. Às vezes o regurgito um pouco (regurgita e começa a mastigar) e volto a mastigá-lo. Mas esse monstro é duro e meio amargo: difícil mesmo de engolir de volta.
Então hoje à tarde ele saiu da minha barriga e fez uma desgraça.
Esse monstro!
(Ilustração "The Great Beast - H.R. Giger)
Escrito por Screamer às 13h36
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Um mundo feito de nãos!
Havia um sonho. Algo tinha que acontecer em determinado momento. Algo que se não acontecesse em determinado momento não possibilitaria que eu conseguisse uma coisa que eu queria muito! Eu esperei, planejei, direcionei e fiz de tudo para que acontecesse. Eu queria muito aquilo.
Quando foi chegando o dia, fui percebendo os obstáculos. Comecei a me mexer, me articular, falei com algumas pessoas-chave, falei com líderes e com liderados. Falei até com quem realmente decidia. Acabei por me humilhar. Tudo isso na ânsia, na fissura de conseguir o que eu queria. Ah, e como eu queria... Mas só recebi “nãos”. "Não" de um, "não" de outro, "não" de todos com quem eu falei. E olha que era uma coisa simples, fácil mesmo de conseguir.
E começou a bater o desespero. A humilhação que eu tinha feito de tudo para que se restringisse a ambientes privados, eu já não tinha pudor em revelá-la. Achei mesmo que talvez fosse uma boa estratégia para conseguir meu intento: tornar público meu desejo inconfessável de possuir o que eu queria. E fiz meu escândalo calculado. Na frente de todos. E depois o escândalo deixou de ser calculado e passou a ser genuíno, inclusive pra mim. Despetalei-me em lágrimas e em gestos nada teatrais.
E nada.
Sobrei só no ambiente. Acabado, destruído, desencantado. E sem o que eu mais queria.
Não consegui, afinal, fazer acontecer o que tinha que acontecer para que eu conseguisse ter o que eu queria.
Fiquei sem.
Emburrei-me com o mundo.
Agora espero, me refazendo, o efeito da decepção passar.
Mas espero, desesperançado.
Porque um sonho não se acha na esquina.
Escrito por Screamer às 12h09
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Tentando Entender Os Cabras
Mundo Livre S/APara cada sem-vergonha existe uma santinha Para cada dominado existe uma putinha
Toda gata deveria virar freira ou senão usar corrente, coleira. Se divertem nos torturando e nos fazendo pensar besteira Deve ser algo nas cadeiras dos barbeiros Ou quem sabe naquelas oficinas Deve ser algo no carro
Para cada sem-vergonha existe uma santinha Para cada dominado existe uma putinha
Escrito por Screamer às 11h39
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Tentando Entender As Mulheres
Mundo Livre S/ATodo homem deveria ter um carro Ou senão nem precisava ter testículos
Pra que serve um testículo sem carro? Sem o carro o testículo é um saco
Deve ser algo nas revistas que elas lêem Ou quem sabe naqueles cosméticos Pode ser algo no rádio...
(Mulher) Para cada satisfeita Existe um homem morto
Escrito por Screamer às 11h38
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A MORTE RONDA A CORPORAÇÃO
Mais um dia de trabalho na corporação (uma companhia multinacional que atua em vários segmentos comerciais e de fornecimento de serviços diversos). São mais de 70 mil pessoas “all over the world” como eles gostam de enfatizar; “ao redor do mundo” em bom português.
Estamos em São Paulo, Brasil, é segunda-feira, e o sonho do fim de semana acabou há pouco. O se inicia cedo: às 6h50 o assistente de planejamento já está em frente ao computador buscando adiantar a inserção de dados dos projetos em execução no mês passado, ele certamente só vai se levantar dali 04 vezes até às 19h, quando certamente irá embora. Serão 11horas e 50minutos e apenas 04 levantadas: 01 pra ir ao banheiro na parte da manhã, 01 pra ir almoçar (pontualmente à 11h55), outra pra ir ao banheiro à tarde (essa um pouco mais demorada) e, finalmente, ele se levantará pela última vez para ir embora, passando pela portaria de serviços, estacionamento, portaria principal, avenidas famosas, avenidas locais, ruas do bairro, garagem de casa. Louco por futebol, o assistente de planejamento só fala nisso. Jogou futebol até os 21 anos quando teve uma lesão e abandonou o sonho, o prazer. Aí só lhe restou a morte e morre todo dia há 7 anos, 5 meses e 02 dias. Ali na naquela corporação.
Às 7h50 a maioria das pessoas já chegou. O Diretor de Operações toma um cafezinho com a Gerente de Vendas, o Gerente de “Delivery” e a Coordenadora de projetos para a América do Sul. O papo é animado, falam do assassinato bárbaro ocorrido no dia anterior e das mudanças necessárias no código penal. Todos são muito enérgicos e concordam em gênero, número e grau com o Diretor de Operações. Às 9h têm uma reunião importantíssima que lhes garantirá a sobrevida no negócio, uma vez que um grande contrato (o maior do mundo) acaba de se encerrar e não há tantas perspectivas. A única pessoa que não está prestes a se aposentar é a Coordenadora de projetos para a América do Sul que beira os 30 anos e quando tinha 18 viveu um grande dilema: optar pelo balé que praticava desde os 5 anos de idade, ou entrar para a faculdade de engenharia e seguir os passos do pai e do irmão mais velho. Optou pela morte. E morre interpretando felicidades e entusiasmos diários. É um grande esforço que faz essa moça.
Às 9h30 o advogado, que está numa baia aberta, “platica” em espanhol com o Diretor Jurídico Regional. São comentados, num tom canastrão, detalhes confidenciais de um contrato fechado na América do Norte. Os “peixes pequenos” ali em volta se entreolham, admirados pelo valor das cifras envolvidas. “Mestre, nosotros estamos hablando de cinco millones de dólares”, bradava o advogado de origem turca que também seguiu a tradição familiar, escolhendo trabalhar na multinacional na qual seu pai trabalhou durante 33 anos. Mas ele gostava mesmo é de medicina. Desde criança vibrava ao brincar de cirurgião com borboletas, sapos e uma vez até fazendo uma tala na perna quebrada do cachorrinho de estimação. Ele morre também. Sempre de mau humor, com a aparência cansada, irritadiço. Um horror. Nem a gravatinha cor-de-rosa que veste habitualmente disfarça o descontentamento.
Às 11h a Gerente de Tecnologia da Informação (TI) discute com o Atendente de Help Desk sobre a liberação que ele fez de um software não permitido na corporação. Ela, uma excelente negociadora, foi vencida pela necessidade a trabalhar na área em que se saiu melhor, de acordo com antiga avaliação de desempenho de uma antiga empresa na qual morreu há anos atrás. Ele, exímio guitarrista de rock´n´roll, 24 anos, diz que está ali só por necessidade e que logo logo vai buscar o que gosta realmente. O que é que ele gosta? Nunca disse. Todos apostam que é música. Seus olhos brilham ao comentar sobre os shows, o palco, os equipamentos. Mas ele continua ali, morrendo, por necessidade. Ok, todos estamos.
Às 12h, almoço, todos engolem qualquer coisa, rapidamente, pra voltar aos compromissos e ao aumento da produtividade (foi definida uma meta desafiadora de 10% de crescimento pra esse ano!). Ali, úlceras, problemas gástricos, intestinais, nervosos, bulimias e anorexias diversas.
A tarde segue com mais 02 ou 03 reuniões e, às 15h25, iniciam-se os movimentos 01 demissão, anunciada. Um Consultor Sênior que há tempos vinha apresentando desempenho abaixo do esperado. Engraçado que ele solicitou que fosse mandado embora 02 meses antes, quando teve uma oportunidade de transferência muitíssimo interessante, salário ótimo. Mas não queria perder os 40% sobre a rescisão a que teria direito sendo demitido. Agora tem os 40%, mas não tem mais emprego garantido. Parece até sacanagem. O Consultor Sênior já beira os 50 anos. 22 morrendo na corporação. Ele parece feliz, agora.
16h47, final de expediente. O Diretor de Operações berra com um colega americano numa “conference call” de que participa também o Gerente de RH. Do outro lado da linha, o americano confirma a necessidade de reduzir o quadro de pessoal em 25%. Algumas pessoas que ainda estão no escritório ouvem atônitas. Alguns admirados pelo tom de voz exasperado, outros porque entendem o que as palavras em inglês querem dizer. Isso com certeza será motivo de conversas de corredor amanhã.
A impressora imprime freneticamente os relatórios de análise crítica elaborados pelo Assistente de Planejamento.
O dia vai acabando árido, como começou.
E amanhã vai ser outro dia.
Escrito por Screamer às 12h32
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Eu queria ser artista
Artista não faz reunião,
Não trabalha até tarde (artista só trabalha tarde!)
Artista tem muitos amigos,
Não se indispõe com ninguém
(E se indispõe arruma logo tantos mais amigos pra curar a solidão do outro amigo perdido!)
Eu queria ser artista.
Ser gente normal é muito chato,
Ter que trabalhar, ganhar dinheiro, comprar casa, caso, sapato, televisão.
Queria é ser artista e ter motocicleta, beber cerveja, não ter que ser são.
Ser gente comum tem limite, lei, regra, padrão.
Artista não!
Eu queria é ser artista, fazer música, ter banda, ter palco, som e luz,
Decorar texto (e improvisar quando não decorar!) e interpretar.
Interpretar a vida, fugir do óbvio, do dia-a-dia, da dor da realidade.
Escrito por Screamer às 10h46
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(Continuação)
Queria ser artista e poder construir o personagem,
Pra não ser eu mesmo (e não ser mesmo!),
Ser mais criativo e inovador
E escolher cores além do cinza, além do branco e do verde e do preto e vermelho.
Artista, amigo do espelho, amigo de mim, da vida e do dia e da noite, amigo da arte.
Sim, queria ser amigo íntimo da arte
E que ela me ajudasse a sobreviver.
Porque artista não sofre (e se sofre é mais bonito!),
Não tem que agüentar desaforos e ficar quieto,
Tem a platéia como cúmplice e a ribalta pra se defender.
Ser cidadão, apenas, não tem novidade, não tem notícia, felicidade.
Ser só isso me angustia e me amedronta.
Porque a vida aí fora está dura e viver, assim, comum, normal, cidadão, é ruim, é mal.
Ser artista, talvez, sei lá, seja bem melhor.
(Publicado nesse blog em meados de 2006)
Escrito por Screamer às 10h43
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Foto tirada na ladeira do Pelourinho, Salvador - BA (07/2005)
Trecho da música " O Mundo" de André Abujamra
Escrito por Screamer às 10h38
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Musica
E foi então que eu abdiquei de ouvir meus discos, aficcionado que sou por música, e passei a ouvir a música das pessoas. Comecei por meus amigos.
Deixei Tom Waits passando a ouvir o Ernesto
Deixei Maysa e adotei Sérgio Coelho.
Abandonei Stones, buscando Rui Longo.
E em vez do Max de Castro, o César Ribeiro.
Larguei o Mundo Livre e assumi o Cleiton Pereira.
Na prateleira ficou Cartola e em meus ouvidos ficou minha irmã, Karina.
Preferi Luiz Marcelo a Radiohead.
E Luiz Felipe a João Nogueira.
O som de Arthur Netto vem hoje ao invés de Portishead.
E Cassia Eller substituí por minha mulher, Alê.
Gonzaguinha perdeu o lugar para a Eva.
E Gonzagão para Dona Teresinha.
Tenho buscado o Evandro pra substituir o Maurício Pereira.
E a Karú no lugar do Karnak.
Tenho já a Carolouca no lugar de Noel.
O Tiago Ratinho para Velvet Underground.
E vou buscando a Camilinha no lugar do Chico.
Telma no lugar de James Brown.
Marquinhos no lugar do Led.
Ruth entrou onde havia Drum'n'Bass.
E minha amada mãe no lugar do Robertão.
Tenho ouvido o Meyson no lugar do Lenine.
E a Pitchú no lugar do Moska.
A Helô vem pra o lugar do Sonic Youth.
E o Pedrão pra eu deixar Vinicius.
E quando penso em ouvir Los Hermanos, penso tanto na vida que vou correndo ouvir aquele que é (e suspeito que será por muito e muito tempo) o meu melhor amigo: meu filho Léo.
É um "hit parade" e tanto, escutar as pessoas e sua música. Estou iniciando esse exercício-descoberta e a única coisa que sei por agora é que ouvi-los, ouvi-los de verdade com os ouvidos e a alma, tem sido realmente difícil. São muitas verdades que vêm à tona, são muitos e muito fortes os sentimentos que tenho por eles. E essa música é complexa, generosa, sábia e, na maioria das vezes, de difícil acesso. Assim, eu os vou escutando e acostumando meus ouvidos para novas canções.
Escrito por Screamer às 22h38
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